quarta-feira, 15 de março de 2017


Após o atraso na entrega dos repelentes pelo Ministério da Saúde para gestantes beneficiárias do programa Bolsa Família na Bahia, a Secretaria de Saúde do estado (Sesab) informou que deu início nesta quarta-feira (15) à distribuição para os municípios dos produtos contra o Aedes aegypti, pernilongos e outros mosquitos que também transmitem doenças. A entrega dos repelentes já tinha começado em outros estados do país desde fevereiro, mas só agora, a Bahia recebe o produto. Em todo o estado, 54 mil gestantes cadastradas no Bolsa Família têm direito a receber o produto. A ação de distruibuição dos repelentes foi anunciada pelo Ministério da Saúde em janeiro de 2016. Em dezembro do mesmo ano, o ministério reafirmou a distribuição como forma de prevenir as doenças. Só este ano, a Sesab registrou 259 casos de dengue na Bahia, com quatro mortes, e quase 600 casos de chikungunya, com duas mortes. Outras 12 pessoas foram diagnosticadas com zika. Além disso, a Bahia está entre os primeiros da lista no número de casos de microcefalia do Brasil, malformações em bebês causadas pela zika. Até dezembro do ano passado, 433 bebês foram diagnosticados com o problema no estado. Segundo o órgão, serão entregues mais de 100 mil repelentes por mês, na Bahia. De acordo com a Sesab, já chegaram dois lotes com 105 mil repelentes. A entrega vai ser feita dentro de um cronograma a ser definido por cada município. A Secretaria de Saúde de Salvador informou que realiza uma reunião nesta quarta-feira para definir como será distribuição dos produtos na capital baiana. O assessor de gabinete da Sesab, Cássio Garcia, informou que o motivo do atraso da chegada dos medicamentos na Bahia ocorreu por conta do carnaval. "O Ministério nos informou da programação de entrega dos repelentes e essa data coincidiu com o carnaval. A gente pediu, naquele momento, devido à toda alteração que causa na cidade, que a entrega fosse feita logo após o carnaval. Os repelentes já chegaram e a gente já iniciou a entrega aos municípios ", garantiu. Garcia também esclareceu porque os medicamentos só começaram a ser entregues no final do verão, quando o risco da proliferação do aedes aegypti aumenta, já que o calor e as chuvas favorecem o desenvolvimento do mosquito. (G1)

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