quarta-feira, 15 de março de 2017




O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que o sigilo de grande parte dos 950 depoimentos de colaboradores da Odebrecht seja suspenso. O procurador refere-se aos depoimentos que citadam o envolvimento de dezenas de políticos, “considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público”.

Foram feitas ainda 211 solicitações para que inquéritos contra pessoas sem foro no STF sejam remetidos a instâncias inferiores. Além de sete pedidos de arquivamento das investigações contra suspeitos. Na tarde desta terça-feira (14), Janot enviou ao STF 320 pedidos ligados à Operação Lava Jato, dos quais 83 são solicitações de autorização para a abertura de inquéritos contra políticos no exercício de seus cargos. Todos são suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A lista oficial com os nomes dos alvos dos pedidos de inquérito só será conhecida depois que Fachin conceder a retirada do segredo de Justiça, o que, segundo a área técnica da Corte, o que só deve ocorrer depois da próxima segunda (20), por conta do grande volume de material a ser processado. Não há prazo para que o relator analise os pedidos ou retire os sigilos.

Os pedidos são baseados nas delações premiadas de 77 funcionários e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, que foram homologados – tornados juridicamente válidos – pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em 30 de janeiro. (Metro1)

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