quinta-feira, 9 de março de 2017




O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2015, divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Ministério da Educação (MEC), indicou que 42,1% dos estudantes universitários dependeram de bolsa ou financiamento para cobrirem o custo das mensalidades. Outros 44,8% não precisaram de auxílio mesmo frequentando instituições pagas, enquanto 13,1% restantes não tiveram essa preocupação por terem feito cursos gratuitos.

Entre os diferentes tipos de ajuda, seja por meio de bolsa ou financiamento, o uso exclusivo do Fies é a alternativa mais requisitada, com 14,5%. Em seguida, aparecem as bolsas oferecidas pela própria instituição, com 8,3%. O ProUni integral responde por 7,3%, enquanto as bolsas oferecidas por governo estadual, distrital ou municipal por outros 3,3. Dentre os estudantes beneficiados pelos programas do governo federal, 53,4% têm renda familiar de até três salários mínimos.

O levantamento indica ainda que 44,3% são os primeiros da família com acesso à educação superior e 36,3% ingressaram por meio de políticas afirmativas, como cotas raciais. egundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC, 30,3% dos estudantes de cursos superior oferecidos no país tiveram desempenho insatisfatório, com conceitos 1 e 2, no Enade de 2015. Um percentual maior dos alunos (42,7%) recebeu o conceito 3, considerado satisfatório.

As melhores classificações (conceitos 4 e 5) ficaram com 23,8% dos alunos avaliados. O restante (3,2%) foi classificado como sem conceito, o que vale para alunos que não compareceram ao exame ou estavam matriculados em instituições não examinadas. O Enade é realizado para medir os conhecimentos, as competências e as habilidades desenvolvidas pelo estudante ao longo do curso. (Correio)

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