• Laboratório de instituto da UFBA segue fechado 8 anos após incêndio

    Repórter: AmargosaNews.com
    Publicado: quarta-feira, 22 de março de 2017
    A- A+

    Oito anos após ser atingido por um incêndio de grandes proporções, o laboratório do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) ainda não foi reaberto. De acordo com reportagem do G1, a obra de recuperação do local chegou a ser iniciada, mas foi paralisada e não tem previsão de conclusão. Enquanto isso, professores e alunos reclamam que pesquisas estão paradas e que estão sendo prejudicados.

    Segundo o laudo da perícia, o fogo em 2009 no laboratório do Instituto de Química começou em um forno e logo se espalhou por todo o espaço. As bancadas e equipamentos que estavam no local ficaram destruídos. A água usada para conter as chamas invadiu também o andar de baixo e danificou equipamentos.

    O espaço destruído pelo fogo há oito anos foi recuperado, mas ainda não foram instaladas bancadas e os equipamentos de pesquisa para que o laboratório possa ser reaberto. Assim, professores e alunos continuam sem ter um lugar fixo para realizar as pesquisas.

    Ao site, o diretor do Instituto de Química, Dirceu Martins, afirma que o Ministério da Educação liberou uma verba de quase R$ 19 milhões para a UFBA. Desse total, segundo ele, R$ 9 milhões foram gastos com a reforma do quinto andar e a construção de um anexo que vai ser compartilhado com o Instituto de Física, vizinho ao de Química.

    O dinheiro restante, segundo o diretor, garantido desde o início das obras, deveria ter sido usado para a conclusão da reforma e reabertura do laboratório, mas, segundo ele, o problema é que a empresa que venceu a licitação não concluiu as obras no prazo e foi desligada. Agora, Dirceu afirma que uma nova licitação precisa ser realizada, mas depende da reitoria da universidade. "Precisa fazer os projetos da obra, os projetos complementares e lançar a licitação. Há três anos, sem definição", destaca Martins.

    A reitoria da UFBA informou que desconhece a existência da verba para complementar a obra e afirma que não tem licitação prevista já que, segundo a reitoria, a universidade enfrenta falta de recursos que tem prejudicado a realização de obras.
  • Comentários