sábado, 18 de março de 2017



Sem a presença de ministros brasileiros, foi aberta oficialmente para a passagem de veículos neste sábado (18) a Ponte Binacional Franco-Brasileira, que vai ligar por via terrestre o Brasil e a União Europeia a partir da divisa entre o Amapá e a Guiana Francesa. A estrutura pronta desde 2011 custou cerca de R$ 70 milhões, e dependia de acordos entre os dois países e de obras do lado brasileiro.A cerimônia aconteceu dos dois lados da ponte, que tem 378 metros de extensão e liga as cidades de Oiapoque, no Amapá, e Saint-Georges, na Guiana Francesa. Apesar da abertura, podem trafegar pela estrutura somente veículos de passeio, estando ainda proibido o transporte de cargas, o que segundo o governo brasileiro deve acontecer até o meio do ano. Apesar da inauguração a passeagem de veículos será iniciada na segunda-feira (20).A estrutura substitui o uso regular de balsas no rio Oiapoque. As regras para travessia, como exigência de visto, estão mantidas e condicionadas ao pagamento de um seguro para os veículos brasileiros, que varia de 250 a 450 euros, dependendo do modelo do carro. A ponte ficará aberta de domingo a domingo das 8h às 18h.

Participaram da cerimônia de corte da faixa o governador do Amapá, Waldez Góes, além da prefeita de Oiapoque, Maria Orlanda, senadores e deputados do estado. Com a ausência de ministros do Governo Federal, estiveram membros da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).Do lado francês, estava a ministra do Meio Ambiente Segolene Royal, autoridades militares, além dos prefeitos de Saint-Georges e da Guiana Francesa. A ponte foi idealizada em 1997 entre os ex-presidentes do Brasil e França, Fernando Henrique Cardoso e Jacques Chirac.Um dos problemas que visitantes do lado brasileiro podem enfrentar, com a abertura da ponte, é a falta de pavimentação de parte da Rodovia BR-156, único acesso de Oiapoque para a capital Macapá. Construída há mais de 40 anos, a estrada ainda tem um trecho com pouco mais de 100 quilômetros sem asfalto. Com as chuvas do período invernoso, a região está tomada por atoleiros que limitam e retardam o tráfego. Nessas condições, a viagem pode demorar mais de 12 horas.



Abertura definitiva
Além dos acordos internacionais, a estrutura alfandegária do lado brasileiro da ponte ainda não foi concluída. A construção está nos serviços de terraplenagem, e tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2017, dependendo das chuvas, disse o Dnit. O lado francês está concluído desde 2011.A construção vai abranger uma área de 21,7 mil metros quadrados com serviços de iluminação, circuito de TV, instalações elétricas, além da parte de mobilidade urbana.Após o término da obra, a alfândega será entregue para a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), futura responsável pela administração do espaço. A estrutura vai conter postos da Anvisa, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Ibama e Receita Federal. Cada órgão será responsável pela aquisição dos próprios equipamentos.(G1)

Comentários da Notícia: