segunda-feira, 20 de março de 2017



Em um gesto político para tentar minimizar os efeitos negativos da Operação Carne Fraca, o presidente Michel Temer jantou neste domingo (19), em uma churrascaria de Brasília acompanhado de ministros, embaixadores e representantes de 27 países.

Logo após Temer anunciar que iria à churrascaria, no fim da tarde, a Coluna do Estadão telefonou duas vezes para o restaurante Steak Bull, quando foi informada pelo gerente Rodrigo Carvalho, em conversa gravada, que o estabelecimento só servia carne bovina importada. Nas duas ligações, ele garantiu que o restaurante "só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio". E disse: "Pode vir tranquilo, que a gente mostra a câmara fria e o açougue". Para complementar, o gerente emendou: "A gente não trabalha com carne brasileira". Rodrigo explicou que algumas marcas perderam a qualidade.

Durante o jantar, a reportagem conversou com outros dois funcionários, que informaram que as carnes bovinas servidas na churrascaria eram importadas da Argentina, Uruguai e Austrália. Também declararam que somente as carnes suínas e de frango servidas no local eram nacionais. Frequentadores do restaurante também disseram ao Estado que foram informados que a casa só trabalha com carne importada.

Entretanto, após a publicação da matéria no portal do Estado, o Palácio do Planalto distribuiu nota em que diz que "todas carnes servidas, neste domingo, ao presidente Michel Temer e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira". (Correio)

Comentários da Notícia: