segunda-feira, 3 de abril de 2017



Dos 79 aeroportos e aeródromos públicos baianos delegados ao estado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), 17 (21,5%) estão interditados principalmente por causa de edificações construídas próximo às pistas de pouso e que se tornam obstáculos para a aviação. Pelo menos outros nove equipamentos operam parcialmente pelo mesmo motivo.

O problema, segundo o secretário estadual de Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti, é que muitos municípios do interior, onde estão localizados estes equipamentos, não dispõem de legislação municipal que controle a construção de imóveis, torres de telefonia, antenas, posteação, e o plantio de árvores nas proximidades das pistas. Segundo a Seinfra, é necessário manter uma distância de 13 a 20 quilômetros da área externa.

Além dos 79 (veja lista completa ao lado), outros dois foram desativados, segundo a Seinfra: um em Livramento de Nossa Senhora e outro em Mundo Novo. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aeródromo é local homologado para receber voos. Já os aeroportos dispõem de infraestrutura de apoio, como salas de embarque, terminal de carga. “O aeródromo não tem terminal de passageiros e é voltado para a aviação em geral, que não é a linha comercial”, ressalta Cavalcanti.

Como forma de tentar sanar os problemas daqueles que, segundo avaliação da secretaria, podem ser recuperados, a Seinfra investirá, este ano, R$ 8 milhões – recursos próprios do estado.

Este montante dará para intervir em nove equipamentos: Belmonte, Itaberaba, Canavieiras, Carinhanha, Castro Alves, Ibotirama, Prado, Brotas de Macaúbas e Valente. Os nove restantes interditados só devem ser recuperados em 2019.

“O problema que nós temos é que na legislação municipal das cidades não há lei específica sobre construções nos arredores dos aeroportos e aeródromos, e isto faz com que, em algumas situações, fique sem poder operar, como aconteceu em Castro Alves e Amargosa”, afirma o secretário. Leia mais: http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1850866-bahia-tem-17-aerodromos-interditados-no-interior

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