quinta-feira, 6 de abril de 2017




A Justiça argentina processou novamente ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner por associação ilícita e lavagem de dinheiro cometida supostamente através de uma empresa da família. De acordo com o Centro de Informação Judicial (CIJ), o juiz Claudio Bonadio, encarregado do caso, ainda ordenou o embargo de 130 milhões de pesos argentinos e proibiu a saída do país de todos os processados, entre eles, Kirchner, seus filhos, Máximo e Florencia, e dois empresários.

Segundo o processo, a ex-chefe de Estado argentina, de 64 anos, foi acusada de ser responsável por lavagem de ativos e associação ilícita, além de negociações incompatíveis com seu cargo. Seus filhos também foram processados por fazer parte do escândalo.

O juiz Claudio Bonadio considera todos penalmente responsáveis pelos crimes de formação de quadrilha como qualidade de organizadores. Além disso, a sobrinha de Cristina, Romina Mercado, que desde 2015 é presidente da imobiliária Los Sauces. A causa que investiga a Los Sauces – propriedade da família Kirchner – teve início em abril de 2016 por conta de uma denúncia apresentada pela deputada de centro-esquerda Margarita Stolbizer contra Cristina e seus filhos, na qual os acusava de falsificação de documentos públicos, suborno e lavagem de dinheiro em supostas transações ilícitas com os empresários Cristóbal López e Lázaro Báez, também processados hoje.

Desde então, a argentina tem enfrentado diversos casos na justiça. No início de fevereiro, seus filhos foram intimados para esclarecer uma suposta lavagem de dinheiro e pagamento de propina. Na ocasião, a ex-presidente Cristina Kirchner denunciou “uma descomunal campanha de perseguição midiática-judicial” contra ela e sua família. (Correio)

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