quinta-feira, 6 de abril de 2017


A nadadora Joanna Maranhão, uma das principais críticas à direção da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), comemorou a realização da Operação Águas Claras, da Polícia Federal. Durante a ação, quatro dirigentes da entidade, entre eles o presidente Coaracy Nunes, foram presos. A nadadora, finalista nas Olimpíadas de Atenas em 2004, relatava a ação dos mandatários sem apoio de outros atletas. "Estou até com vontade de chorar. (...) Eu paguei preço caríssimo por falar isso. Sempre me senti extremamente sozinha. No ambiente da seleção era muito difícil me sentir bem, porque os outros fechavam os olhos para isso. Se algum atleta disser que não sabia, se algum técnico ou dirigente disser isso, está mentindo. Todo mundo sabia e não fazia absolutamente nada. Agora estamos falando da Polícia Federal! O que a comunidade aquática vai fazer agora? Se tem momento para mudança é esse", afirmou ela em entrevista ao GloboEsporte.com. Joanna disse que, à época, não havia percebido que os desvios aconteciam com frequência, mas depois fez questão de exigir uma mudança na distribuição de verbas. "Se essa gestão se perpetuou por 30 anos foi porque as pessoas deixaram, porque se calaram. Eu tenho culpa também. Quando tinha 17 anos e era a bola da vez era tratada como uma princesa, recebia muito dinheiro e não atentei que isso vinha somente para mim. Depois acordei, vi que estava errado e comecei a gritar por critérios, não só para mim, mas para todos. Eu repito sempre o mesmo discurso. É preciso mudar, admitir que errou e foi conivente, que poderia ter se posicionado e não fez. Eu estou no meu último ciclo, minha última temporada, mas precisamos fazer isso por quem está vindo", disse. (BahiaNotícias)

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