terça-feira, 18 de abril de 2017



Na manhã desta terça-feira (18), a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Viviane Costa, falou sobre o inquérito envolvendo os ex-particpantes do BBB 17, Marcos Hatter e Emilly Araújo. Em entrevista ao colunista Léo Dias, do jornal O Dia, a delegada detalhou os procedimentos adotados no caso. Segundo Viviane, ela teve conhecimento do ocorrido através da internet e ao verificar o caso, constatou violência doméstica. "As denúncias vieram pelo bombardeio da internet. Na verdade eu nem vejo o programa e foi pela internet que começaram a me mandar alguns links e analisando juntamente com a diretora do departamento, verificamos que ali estaria sim ocorrendo uma violência doméstica. A natureza dessa violência possivelmente seria sim uma lesão corporal". Porém, a delegada afirma que ainda aguarda o lauro pericial realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). "Por isso foi instaurado inquérito policial. A questão do grave ou leve o que nos diz isso é justamente a tipicidade.

Nosso Código Penal define a lesão como leve, grave, gravíssima ou lesão corporal seguida de morte. No caso, somente um laudo pericial vai dizer. Nós estamos no aguardo desse laudo pericial". A titular, que já ouviu os depoimentos de Marcos e Emilly, ressaltou que o inquérito pode prosseguir, independente da versão apresentada pela vítima. "Os depoimentos foram tomados em sede policial. Tanto da Emily quanto do Marcos. Eu estou analisando os dois depoimentos e aguardando o laudo pericial. Estou analisando as imagens e logo logo o inquérito vai estar concluído. Na violência doméstica, é normal a vítima não se reconhecer como vítima. Se o crime de lesão corporal for constatado pelo laudo pericial, ele independe da vontade da vítima". Questionada sobre a possível pena a ser aplicada para Marcos, a delegada disse que "a pena de lesão corporal em violência doméstica, que é do artigo 129 parágrafo 9°, é de até três anos de prisão", mas não descartou a possibilidade de ser cumprida em tarefas comunitárias. "Isso aí é uma análise feita judicialmente e foge do meu campo de atuação". (Noticias ao Minuto)

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