quinta-feira, 13 de abril de 2017



Os 350 mil habitantes da terceira maior cidade do Estado, Vitória da Conquista, a 509 quilômetros de Salvador, juntamente com outras 20 cidades baianas, estão sendo obrigados a racionar água, por conta da prolongada seca que afeta mais da metade dos municípios na Bahia. A determinação da Embasa - Empresa Baiana de Águas e Saneamento - busca garantir a continuidade do abastecimento à população até que volte a chover nas regiões afetadas pela seca.

Conforme explicou a Assessoria de Comunicação da Embasa, o racionamento é decorrente do longo período de estiagem que vem atingindo diversas regiões do estado, e causando a diminuição do nível dos mananciais (barragens, açudes, rios e poços) utilizados para abastecimento da população. A Embasa é responsável pelo abastecimento de água em 366 municípios. Os demais têm abastecimentos municipalizados.

Os 21 municípios que estão com racionamento de água representam aproximadamente um milhão de habitantes, dos quais 350 mil deles estão em Vitória da Conquista. O racionamento atinge municípios nas regiões Sudoeste, Centro Norte e Litoral Norte do Estado. A situação mais crítica é na região da Bacia do Rio Itapícuru, onde as barragens de Ponto Novo, Jacurici, Quicé, Andorinhas, Pedras Altas e Aipim, juntas, não chegam a 20% do volume útil de água, conforme relatório de monitoramento das barragens, do Instituto Estadual do Meio Ambiente.

Estão em racionamento de água os municípios de Vitória da Conquista, Belo Campo, Queimadas, Santaluz, Senhor do Bonfim, Jacobina, Jaguarari, Caldeirão Grande, Andorinha, Itiúba, Ponto Novo, Filadélfia, Seabra, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Novo Horizonte, Bonito, Palmeiras, Tapiramutá, Entre Rios e Morro do Chapéu, além das localidades de Angico (distrito de Mairi), Umbuzeiro (distrito de Mundo Novo) e Altamira (distrito de Conde).

Emergência
Segundo a Embasa, em algumas regiões, como nos municípios de Queimadas e Santaluz, que enfrentam o racionamento de água, nova estrutura construída emergencialmente para reforçar o abastecimento nos municípios de Queimadas e Santaluz entrou em operação, ainda em fase de testes, no início do mês passado. As obras, envolvem a implantação de equipamentos para captação de água a partir do rio Jacurici,com retirada de água do açude do distrito de Rômulo Campos, e de uma adutora, que levará a água até Queimadas.

Segundo explicou o gerente regional da Embasa, Euvaldo dos Santos Neto, “diante da situação critica, foi necessário viabilizar a captação em outro manancial para complementar o volume da barragem da Leste e assim assegurar o fornecimento de água à população”. Estão sendo investindo R$ 3,3 milhões para garantir o abastecimento e reduzir os impactos da falta de chuvas na região.

Na prática, conforme a Embasa, os municípios submetidos ao racionamento contam com um volume menor de água para distribuição com menos água nas torneiras em menos dias da semana. Como medida para ter acesso à água nos períodos de desabastecimento, a população deve reservar o recurso, instalando caixa d’água com capacidade suficiente para atender as necessidades de consumo de sua família. Além disso, em situação de racionamento ou alerta, torna-se ainda mais necessário o consumo racional da água, evitando desperdício e usos menos importantes como irrigação de jardins, lavagem de carros, calçadas e áreas externas.

Ainda segundo a Embasa , foi intensificada a fiscalização nas regiões de ocupação irregular próximo aos mananciais, além do combate às ligações clandestinas. Assim como em imóveis com dois ou três pavimentos sem instalações hidráulicas internas adequadas. “A regra é clara: para imóveis com mais de um pavimento, a Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) determina a instalação de reservatório inferior equipado com bomba para abastecer os demais andares. A medida é necessária para que a oferta de água não seja prejudicada em caso de variações de pressão na rede de abastecimento”, diz a nota da empresa. (Informações do Tribuna da Bahia)

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