sábado, 27 de maio de 2017


O bloqueador de celular encontrado pela Polícia Federal (PF) no apartamento do senador Aécio Neves(PSDB-MG) no Rio de Janeiro, durante a Operação Patmos, na qual cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao político, jamais foi usado, segundo informou a defesa do tucano, através de nota neste sábado (27).

De acordo com o criminalista, Aécio teria ganhado o equipamento durante a campanha para presidente em 2014 devido a suspeitas de que a campanha estava sendo alvo de espionagem.

"Ele [bloqueador de celular] foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador", disse Alberto Toron, advogado de Aécio, segundo o G1.

Leia a íntegra da nota divulgada pela defesa do senador:

Nota de esclarecimento do advogado do senador Aécio Neves

Os documentos divulgados ontem sobre apreensões feitas na residência do senador Aécio Neves evidenciam que nada que comprometa a atuação do senador foi encontrado, atestando, mais uma vez, a lisura de seus atos. Quanto ao quadro do pintor Portinari, trata-se de pintura feita especialmente para o presidente Tancredo Neves em 1961. Além de estar na família há quase 60 anos, o quadro consta de todas as principais publicações sobre o autor com referências ao seu proprietário.

Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, ele foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador.
Quanto à citada inscrição “cx2” em uma folha de papel, desconhecida por nós, a defesa do senador aguarda o mais rapidamente possível ter acesso a esse "papel" para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade.

Sobre o documento que se refere a Norbert Müller, trata-se de documento público, cuja cópia foi solicitada pela defesa do senador, após citações na imprensa, exatamente para demonstrar que a referência feita à mãe do senador havia sido arquivada por não conter irregularidades.

Todas as campanhas das quais participou o senador ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente. Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas.

Alberto Toron
Advogado do senador Aécio Neves

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