segunda-feira, 29 de maio de 2017




No total, quatro partidos que apoiavam o governo Michel Temer deixaram a base aliada, após o agravamento da crise política causada pelas delações dos donos do Grupo JBS. Entre as siglas que desembarcaram do governo estão: PSB, PPS, PTN e PHS, que juntas somam 66 deputados. Elas já anunciaram que passarão a fazer oposição.

Antes da delação da JBS – considerando como oposição PT, PCdoB, PDT, PSol e Rede –, o governo contava com o apoio de bancadas que, juntas, reuniam 413 dos 513 deputados. Como alguns partidos decidiram deixar a base aliada, o número caiu para 347 parlamentares.


Segundo uma reportagem do portal G1, para se ter uma ideia, no caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras de aposentadoria, serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis para o projeto seguir para o Senado.
O PSB, com 36 deputados, anunciou que fará oposição ao governo e também passou a defender a renúncia de Temer. Antes, o partido se dizia independente, mas a sigla era tratada pelo governo como integrante da base aliada, pois tem o comando do Ministério de Minas e Energia.

Já o PPS, que tem uma bancada de 10 deputados, também não está mais no governo. O partido tinha dois ministérios: Cultura e Defesa. Com a decisão do partido de fazer oposição, Roberto Freire (Cultura) entregou o cargo, enquanto Raul Jungmann (Defesa) permanece no governo.


O Podemos (antigo PTN), com 13 deputados, também rompeu com o governo. O PHS, que tem sete deputados, também está fora da base aliada. Formada por sete deputados, a bancada do PHS também anunciou ter deixado a base aliada. O líder do partido, Diego Garcia (PR), foi um dos parlamentares que apresentou um dos pedidos de impeachment de Temer. (Metro1)

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