terça-feira, 16 de maio de 2017



As empresas de ônibus vão ter que pagar uma multa devido à paralisação dos ônibus na manhã desta terça-feira (16). Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), será cobrada R$ 720 por cada veículo que deixou de circular. Ao todo, o valor será de R$ 505.440, já que 702 coletivos não rodaram, de acordo com a secretaria.

Por causa da paralisação, 150 mil passageiros deixaram de ser transportados. Coletivos de três garagens do sistema Integra e uma do sistema complementar não saíram nesta manhã e ficaram parados por quatro horas e meia.
Uma reunião entre a categoria e as empresas acontece na manhã desta terça-feira no Ministério do Trabalho. O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, afirmou que considerou a mobilização desta terça positiva, com a adesão de três garagens do sistema Integra e uma do sistema complementar.

“Essa mobilização é positiva e reabre as negociações com os empresários. Temos certeza de que eles vão trazer uma proposta que contemple a categoria. A gente não quer uma grave, queremos e o reajuste salarial anual, que é nossa data-base”, afirmou.

Ainda de acordo com Primo, não há nenhuma outra manifestação marcada, mas o sindicato não descarta que aconteçam outras mobilizações já que eles estão em campanha salarial.

Queda
Segundo o diretor de relações sindicais do Setps (sindicato das empresas), Jorge Castro, as empresas de ônibus estão com dificuldade para atender às reivindicações da categoria por causa de dificuldades financeiras e da queda de arrecadação. A instituição registrou uma queda de 30% no número de passageiros. Ou seja, em pouco mais de um ano, o número de passageiros saiu de 30 milhões para 21 milhões.

Ainda de acordo com Castro, a queda no número de passageiros se deve a alguns fatores, entre eles o metrô. Para a assistente de setor pessoal Janete dos Santos, 54 anos, o metrô é mais viável em algumas situações. "Quando eu quero ir para o Centro de Salvador, por exemplo, eu pego só o metrô. Seria ótimo se eu pudesse substituir de vez, mas existem os lugares em que ele ainda não alcança", disse.

Janete, que mora em Cajazeiras, disse que costuma ir para a Estação Pirajá, onde faz a integração com o metrô para chegar à Lapa. "É maravilhoso, você evita esse trânsito insuportável, vai mais confortável e paga o mesmo valor", pontua.

A aposentada Lúcia Cerqueira, 62, disse que já não anda mais de ônibus. "Eu não saio muito, mas quando saio, é aqui para o Centro. Venho tranquila no metrô, espero que chegue logo na cidade toda porque é uma agonia danada quando esse ônibus param. Já que o valor é o mesmo, então ninguém tem do que reclamar", disse ela, que mora na Fazenda Grande do Retiro, próximo á estação de metrô. (Correio 24horas)

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