domingo, 14 de maio de 2017




Na contramão das crise, o setor de farmácias não sentiu nem de longe os efeitos da recessão, até porque ninguém abre mão de comprar remédio. Dados da Abrafarma apontam que, no último ano, o setor chegou a movimentar quase R$ 40 bilhões – um crescimento de 11,99% sobre o ano anterior.

No entanto, o consumidor tem pesquisado mais em busca de descontos, o que acaba acirrando a concorrência entre as grandes redes, substituindo, muitas vezes, a marca conhecida pelo medicamento genérico.

Segundo a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), 45% dos consumidores trocam os produtos que procuravam por genéricos ou similares de menor preço.

“O genérico se consolidou durante estes 13 anos de mercado, mas, com certeza, isso, aliado a questão econômica e a redução na renda das famílias diante da crise, aumentou bastante a procura por produtos mais baratos”, afirma o presidente da entidade, Edson Tamascia.

Ainda de acordo com ele, marcas que eram mais caras perderam patentes, o que tornou a oferta de um maior número de farmacêuticas produzindo medicamentos genéricos. “Por lei, temos um produto que é igual ao de referência e sai 35% mais barato. Só que, em função das ofertas, a economia pode chegar a ultrapassar até 50%”, acrescenta. (Correio)

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