terça-feira, 23 de maio de 2017




A defesa do presidente Michel Temer desistiu ontem de pedir a suspensão do inquérito instaurado contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa. As acusações se basearam na delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. O pedido para paralisar a investigação havia sido protocolado pelos advogados do presidente no último sábado, quando Temer fez um duro pronunciamento desqualificando as provas levantadas contra ele no processo.

O advogado Gustavo Guedes afirmou na tarde de ontem que a defesa de Temer entrou com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o inquérito contra o peemedebista seja mantido. A declaração foi dada após um encontro com o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Segundo Guedes, a defesa se sentiu atendida com o deferimento do pedido para que fosse realizada uma perícia no áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista.

“Eu vim dizer (a Fachin) que, diante desse deferimento, não víamos mais a necessidade de suspender o processo e que o presidente quer que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível”, disse.

Segundo ele, Temer quer que o processo siga o curso normal e que fique comprovado a inocência do peemedebista. “O presidente quer dar essa resposta ao país o mais rapidamente possível”, disse.

Guedes afirmou ainda que a equipe que defende Temer no caso encomendou uma perícia particular do áudio e que foram constatados cerca de 70 pontos de “obscuridade” na gravação. O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa, disse ter certeza de que a Polícia Federal vai identificar falhas técnicas no material e que, do ponto de vista técnico, a gravação não pode ser considerada autêntica. “Eu tenho certeza de que a Polícia Federal vai ver isso”. (Correio)

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