segunda-feira, 22 de maio de 2017




Em entrevista nesta segunda-feira, 22, o presidente Michel Temer afirmou que "eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa". O peemedebista, que deu entrevista para o jornal "Folha de S. Paulo", referia-se as denúncias do dono da JBS, Joesley Batista, que fez uma delação premiada após gravar uma conversa com Temer.

Com momentos de irritação, Temer tentou demonstrar que foi vítima de uma armação, falou que foi ingênuo e que seu assessor, o deputado Rodrigo Rocha Loures, a quem ele chama de "coitadinho", tem "boa índole". Ao mesmo tempo, ele chamou Joesley de "empresário grampeador".


No diálogo, o presidente teria incentivado o empresário a continuar pagando propina para o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), além de ouvir que Joesley pagava juízes e um procurador. Temer negou que sabia do pagamento para Cunha e afirmou que o empresário dizia que tinha uma boa relação com o ex-deputado.

Ao ser questionado sobre o que entendeu quando Joesley questionou sobre zerar e liquidar pendências, Temer disse que não deu "a menor atenção a isso", nem as citações sobre juízes. "Ele falou que tinha [comprado] dois juízes e um procurador. Conheço o Joesley de antes desse episódio. Sei que ele é um falastrão", disse.

Diante dessa interpretação de que entendeu a fala como um exagero de Joesley, Temer defende que não cometeu crime de prevaricação. "Confesso que não levei essa bobagem em conta", afirmou.

O presidente alegou que atendeu o empresário após este insistir e admitiu que errou ao recebê-lo em sua casa de noite, fora da sua agenda oficial. Contudo, disse que agiu por hábito e "ingenuidade", porque costuma receber muitas pessoas ao longo do dia. Leia mais: http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1863222-nao-vou-renunciar-se-quiserem-me-derrubem-diz-temer

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