quarta-feira, 19 de julho de 2017




O juiz federal Sérgio Moro negou nesta terça-feira (18) que houve contradições na sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente pode recorrer em liberdade.

Lula foi condenado em primeira instância no processo que investigou se o tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, era propina paga pela empreiteira OAS ao petista através de contratos assinados com a Petrobras.

Para a defesa do ex-presidente Lula, Moro agiu de modo político na sentença. Lula afirma ser inocente e negou as acusações contra ele. Após a sentença do juiz, a defesa de Lula pediu esclarecimentos sobre 10 tópicos da sentença, recurso chamado de "embargos de declaração". O mecanismo é utilizado como instrumento por advogados para solicitar revisão de alguns pontos.

Para o juiz, inexistem omissões, obscuridades ou contradições na sentença, como a defesa de Lula havia afirmado.

Moro ainda rebateu o questionamento dos advogados de que ele teria desqualificado instrumentos de auditoria, que não detectaram atos de corrupção ligados ao ex-presidente. De acordo com o juiz, se os critérios da defesa do petista fossem seguidos, os ex-diretores da Petrobras que admitiram ter cometido crimes também deveriam ser absolvidos.

"A seguir o critério da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, os Diretores da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque e Nestor Cuñat Cerveró, que mantinham contas secretas com saldos milionários no exterior e confessaram seus crimes, também deveriam ser absolvidos porque as auditorias internas e externas da Petrobrás, inclusive também a Controladoria Geral da União - CGU, não detectaram na época os crimes", escreveu o juiz.

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