quarta-feira, 19 de julho de 2017




Após assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 18, os professores da rede municipal de Salvador decidiram paralisar suas atividades por dois dias. Eles reinvidicam um reajuste salarial de 14,5%, melhores condições de trabalho, além de se posicionarem contra as reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo Temer.

Depois da decisão, membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) saíram em caminhada do ginásio dos bancários, na Ladeira dos Aflitos, até a Praça Municipal, no Centro da cidade. Eles ainda marcaram manifestações para os próximos dois dias de paralisação da categoria.

"Estamos em uma situação de grande preocupação de aprofundamento da falta de assistência por parte do Executivo municipal em relação à Educação. Estamos trabalhando em mínimas condições. Temos que comprar material didático com nosso próprio dinheiro, além de já fazerem três anos que não há um novo fardamento", desabafa a diretora da APLB Elza Melo. Ela ainda reclama sobre a alimentação escolar. "Precária, de péssima qualidade. Já tivemos casos de comida estragada", conta.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) diz "que o diálogo com a APLB permanece de forma aberta e democrática", além de explicar que deseja que "as negociações ocorram sem prejuízos aos alunos da rede municipal, ou seja, com a continuidade das aulas".

A secretaria ainda afirma que a paralisação "além de prejudicar o andamento do ano letivo, prejudica os pais que muitas vezes não ficam em casa durante o tempo em que os filhos estão na escola". (ATarde)

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