sábado, 19 de agosto de 2017



Estudos desenvolvidos por cientistas do Instituto Francis Crick, na Inglaterra, podem auxiliar no tratamento da infertilidade. Segundo publicação do Jornal O Globo, o novo método é capaz remover o cromossomo extra que há nas células de alguns homens, e que inviabilizam a reprodução.

O estudo pode funcionar em casos de síndrome de Klinefelter (na qual há um cromossomo X extra) e também na síndrome do Duplo Y. Geralmente, homens e mulheres saudáveis possuem apenas dois cromossomos; XX para delas e XY, para ele. No entanto, a pesquisa diz que um em cada 500 homens nascem com um cromossomo a mais.

No processo experimental, ainda segundo o portal, os cientistas ingleses coletaram tecido conjuntivo da orelha de camundongos e retiraram células chamadas fibroblastos, que foram transformadas em células-tronco. Com isso, eles chegaram a conclusão de que algumas células acabaram perdendo o cromossomo extra. Então, eles as induziram a partir de estímulos químicos, para que se diferenciassem como células que pudessem gerar espermas. Estas células, já amadurecidas, foram implementadas nos testículos de outro camundongo e funcionaram em uma reprodução assistida.

"Nossa abordagem nos permitiu criar descendentes de camundongos estéreis XXY e XYY. Seria interessante ver se a mesma abordagem poderia ser usada como tratamento de fertilidade para homens", disse Takayuki Hirota, pesquisador do Instituto Francis Crick.

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