sexta-feira, 25 de agosto de 2017




O advogado Marcelo Maran, investigado em desdobramento da Operação Custo Brasil, fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira, 24. Maran é acusado de desviar dinheiro em contratos de empréstimos consignados a partir do Ministério do Planejamento durante o governo de Dilma Rousseff. Em seu depoimento oficial, o delator cita repasses ilegais destinados a campanhas e despesas pessoais da senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, e Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, e seu marido.

Maran era o advogado responsável pela contabilidade do escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, apontado como participante do caminho de propinas para a senadora e o ex-ministro. O delator trabalha em conjunto com a PGR desde abril em documentos e planilhas apreendidos no escritório, apontando quais notas arquivadas haviam sido forjadas para justificar despesas das campanhas e indicando o destino do dinheiro que teria sido sacado na boca do caixa em diversas agências no Paraná e no Distrito Federal.

Além disso, Maran implica outros agentes públicos e políticos que teriam utilizado o escritório de Gonçalves com a mesma finalidade e não haviam aparecido na investigação da Custo Brasil. O delator também detalhou casos de corrupção envolvendo empresas de transporte público do Paraná, onde a senadora petista tem bases eleitorais. (Correio)

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