sexta-feira, 25 de agosto de 2017




O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que as investigações complementares feitas na Operação Lava Jato comprovam a acusação de que, a partir de um pedido do presidente Michel Temer ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, a empresa Barro Novo Empreendimentos repassou R$ 1 milhão em propina para a campanha do candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo em 2012, Gabriel Chalita.

Os detalhes sobre a suposta transação entre Temer, Sérgio Machado e a Barro Novo, empresa ligada a Odebrecht, fazem parte da denúncia que Janot apresentou nesta sexta-feira (25) contra o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e os senadores do PMDB Renan Calheiros (AL), Romero Juca (RR) e Valdir Raupp (RO), e outros.

O próprio Temer só não foi denunciado na mesma acusação pois está protegido pelo mandato presidencial. Devido ao impedimento legal, todas as informações que envolvam o peemedebista são deixadas de lado para serem retomadas em uma nova investigação quando ele deixar o cargo.

Temer e os demais peemedebistas citados por Janot são suspeitos de desviar dinheiro da Transpetro, subsidiária da Petrobras, com base na intermediação de Sérgio Machado. De acordo com a delação do ex-presiedente da processadora, por meio de sua intervenção empresas faziam pagamentos a políticos do PMDB. Em troca, obtinham contratos superfaturados com a Transpetro.

Machado disse ainda que a estrutura de desvios vigorou de 2003 a 2015, período em que esteve à frente da estatal. Ao longo destes anos, ele teria intermediado o pagamento de mais de R$ 100 milhões a Renan, Sarney e Jucá, além outros políticos da cúpula do PMDB. As informações são do jornal O Globo

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