sexta-feira, 25 de agosto de 2017



A Marinha acredita não haver mais desaparecidos em decorrência do acidente com a lancha Cavalo Marinho I, que fazia a travessia entre Mar Grande e Salvador na manhã desta quinta-feira (24). Segundo o porta-voz do 2º Distrito Naval, Flávio Almeida, ninguém se reportou ao órgão durante as buscas na Baía de Todos os Santos pela tarde sobre a procura por algum familiar ou conhecido. No entanto, as buscas por corpos vão continuar assim que o sol nascer nesta sexta (25). "Não temos informações de desaparecidos [...], mas estamos buscando nos assegurar que não tem mais vítimas", declarou. "Os navios permanecem na água, mas com a queda de visibilidade fica difícil localizar algo", explicou o porta-voz. Ele aponta que desde cedo era difícil apontar um número preciso de desaparecidos pois diversos órgãos e pessoas trabalharam no resgate. "As vítimas são socorridas de diversas formas, muitas por conta própria, algumas pessoas nem passaram pela triagem", exemplificou Almeida. A última informação do Instituto Médico Legal (IML) à Marinha ainda apontava o número de 18 mortos na tragédia. Todos os corpos já chegaram no IML. Entre eles, 11 foram identificados até o início da noite. No início da tarde, autoridades ainda indicavam a existência de mais vítimas fatais. No entanto, o porta-voz alega que teriam ocorrido "duplicações" nas contagens iniciais, que apontavam 23 mortos. De acordo com o presidente da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), Jacinto Chagas o total de ocupantes da lancha era de 120 pessoas, sendo 116 passageiros e quatro integrantes da tripulação. Inicialmente, a Astramab havia informado que 129 pessoas estavam na embarcação. A 24ª Delegacia, em Vera Cruz, já instaurou um inquérito para investigar o acidente. De acordo com o delegado Geovane Irma, os culpados poderão responder por homicídio doloso ou culposo. As causas do naufrágio ainda não foram confirmadas. No entanto, sobreviventes da tragédia relatam que parte dos passageiros, assustados com o mar revolto, saiu de um dos lados da embarcação até o outro. Uma onda forte então atingiu a lancha e, como o peso não estava bem distribuído, ela virou. O presidente da Astramab assegura que o mar estava navegável e embarcações já enfrantaram condições piores. "Quando mar está revolto, a gente vê que não está muito seguro, a gente suspende a travessia. Na hora do acidente, com certeza, estava em condição de navegabilidade", garantiu. A Cavalo Marinho I saiu de Mar Grande com destino a Salvador por volta de 6h30 e virou poucos minutos depois. (BahiaNotícias)

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