terça-feira, 22 de agosto de 2017




Uma quadrilha baiana que atuava em um esquema de compras e vendas ilegais de produtos estéticos lucrou mais de R$ 1 milhão, no período de um ano, em Salvador, de acordo com informações da Polícia Civil. O grupo, formado por dois homens e três mulheres, utilizava nomes de médicos conhecidos na cidade para adquirir medicamentos na internet. Quatro dos cinco integrantes do bando foram apresentados no Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), na Piedade, na tarde desta segunda-feira (21).

Entre o material apreendido pela polícia estão 367 ampolas contendo botox de diversas marcas, 405 micro-agulhas, ampolas com anabolizantes, diversos aparelhos para rejuvenescimento, além de carimbos e receituários com o nome de médicos atuantes nas áreas de cirurgia plástica e neurologia da capital baiana.


Para ter acesso aos produtos estéticos, os suspeitos compravam os medicamentos em sites de todo o país com os registros falsos dos médicos e os revendia em Salvador. Estima-se que cada caixa de botox, que vale cerca de R$ 600, era vendida por até R$ 2 mil reais pelo grupo.

Alisson Souza de Araújo, 23 anos, Flávio dos Santos, 33, Flávia Peçanha Martins de Cavalcanti, 33, e Genniff Loise Batista Coutinho, 22, foram presos nos bairros de Jardim Armação, Pituba e Acupe de Brotas, na última sexta-feira (18). “O flagrante foi feito quando dois deles estavam com uma receita falsa perto de uma farmácia de manipulação, em Armação”, disse a delegada responsável pelo caso, Glória Izabel Ramos.

Só Maria Ledaiane Andrade Cruz, 27, outra envolvida no esquema, foi liberada pela Justiça, por estar amamentando seu bebê de quatro meses. Conforme a polícia, enquanto Flávio e Alisson se passavam pelos médicos, na internet, Flávia, que é formada em Fisioterapia, era responsável pelas vendas dos produtos.

Já Genniff, que segundo a polícia é garota de programa, tinha a missão de receber os produtos em casa. A polícia apreendeu parte dos produtos nas residências de cada membro da quadrilha. Depois da prisão, segundo a delegada, a maioria dos envolvidos no esquema confessou os crimes e revelou que mudava de endereço para dificultar as investigações.

Além dos receituários falsos, a quadrilha também utilizava os nomes dos médicos na hora da compra. "Eles colocavam o nome do médico, mas o número era de um cartão clonado ou falso. Quando a operadora fazia a cobrança pela falta do pagamento, eles entravam em contato com o médico para cobrar, e o médico, por sua vez, dizia que não fez a compra. Quando o médico nos procurou, começamos as investigações", explicou a delegada. Leia mais no CORREIO.

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