sexta-feira, 25 de agosto de 2017




Uma noite de sofrência e romantismo. É o que promete o show Tayrone Exclusive Salvador, que marca a gravação do 12º álbum do artista baiano. Além do espetáculo de arrocha, com duas horas e meia de duração, quem for ao evento também vai poder aproveitar a apresentação de Amado Batista, que é o convidado especial de Tayrone para a festa. Dono de sucessos como Princesa e Meu Ex-Amor, o artista goiano promete encantar o público com um repertório apaixonado, cheio de clássicos.


Segundo Tayrone, tudo foi montado especialmente para o público soteropolitano, com cenários, show pirotécnico e painel de led. “Estou muito ansioso com essa apresentação, pois em Salvador os shows são todos muito especiais, sobretudo pelo carinho do público”, conta, ressaltando que é a primeira vez que essa estrutura de show é apresentada na capital baiana.
“Geralmente, nossos shows têm uma hora e meia. Esse, além de maior, vem com convidado especial e marca a gravação de um álbum promocional com quatro canções inéditas, além dos hits ”, completa o arrocheiro.
 
Referências sertanejas

Natural de Cachoeira, no Recôncavo, Tayrone lembra que, apesar do arrocha ser um movimento apresentado como uma novidade, as canções românticas, que abordam as dores de amor, têm uma história longa na música nacional, desde Reginaldo Rossi, Roberto Carlos, até o sertanejo de Zezé Di Camargo & Luciano. “Com a explosão do sertanejo universitário, o arrocha, que tem uma proposta parecida, também ganhou uma visibilidade maior”, diz, ressaltando que o público costuma identificar as dores de amor com a sofrência.
Por falar em sofrência, o cantor diz que o divisor de águas na carreira, que começou na infância com a família, foi o hit Alô Porteiro, cujo nome original é Entrada Proibida. “Acho que o sucesso dessa canção se explica porque ela trata de uma realidade vivida por muita gente, as situações de traição e amor. Recebi a música na voz e violão e coloquei emoção na voz, e criei o estilo dela, nesse estilo apaixonado que é o arrocha”, conta.
Tayrone destaca ainda que a proximidade com o sertanejo vai muito além das semelhanças com o arrocha: “Meus pais ouviam música sertaneja e fui aprendendo e gostando”. De ascendência cigana, Tayrone recorda que a mãe amava cantar. “Meu pai tinha uma voz muito bonita também e gostava sempre de cantar em festas, serestas e casamentos ciganos. Meus irmãos também seguiram esse caminho. Cresci na música e aprendi a tocar um instrumento sozinho. Esse berço foi muito importante e é fundamental para o que sou hoje”, reconhece. A influência familiar esteve presente também no presente do primeiro violão, que o estimulou a exercitar sozinho as primeiras notas. (Correio)

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