terça-feira, 5 de setembro de 2017




O procurador geral da República, Rodrigo Janot, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (4) para afirmar que o acordo de delação com executivos da JBS, incluindo os irmãos Joesley e Wesley Batista, está sendo revisado e poderá ser anulado. Ele afirmou que áudios de "conteúdo grave, gravíssimo" chegaram ao conhecimento do Ministério Público Federal (MPF) na semana passada indicando possibilidade de omissão durante a negociação doa cordo. “Determinei hoje a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações sobre prática de crimes no processo de negociação para assinatura do acordo de colaboração premiada no caso JBS”, afirmou.

Janot diz que o MPF atuou em boa fé para celebrar esse acordo. "Se ficar provada qualquer ilicitude o acordo de colaboração premiada será reincidido". E acrescenta: "O MP tem uma mãe, que é a Constituição e a lei. E sob esse manto atuamos, independentemente de quem tenha agido."

A delação dos empresários da JBS é peça fundamental no inquérito contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça. O procurador-geral defendeu a delação premiada como um instrumento importante para as investigações e afirmou que deve ser preservado em meio aos ataques que vem recebendo. Segundo Janot, os executivos da JBS erraram e devem pagar por isso, mas "não desqualificará o instituto (da delação premiada)". (Correio)

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