segunda-feira, 11 de setembro de 2017




Há oito anos Jaguarana Silva, de 35 anos, espera por um transplante de rim. Aposentada por invalidez, a paciente tem insuficiência renal crônica, faz hemodiálise três vezes por semana e, quatro anos atrás, quase fez a operação para enxertar um novo órgão. “Fui chamada para o hospital, fiz os exames e [o rim] não era compatível. Estava concorrendo com outros cinco pacientes”.

Jaguarana é uma das 1.915 pessoas que aguardam por um órgão na Bahia. É a quarta maior fila de espera entre os estados brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o principal entrave no estado é a recusa de familiares em doar órgãos de parentes falecidos. Na Bahia, uma em cada dez doações é de pessoas vivas.

Um levantamento da ABTO divulgado recentemente demonstrou que, no primeiro semestre de 2017, 62% dos 158 familiares abordados por equipes médicas na Bahia para a doação recusaram o pedido. Neste mês, o “Setembro Verde”, empresas e organizações de saúde realizam campanhas para estimular a doação. (ATarde)

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