terça-feira, 19 de setembro de 2017




Foram descobertos pela Polícia Federal, fraudes em 14 concursos públicos nacionais que foram aplicados pela Fundação Carlos Chagas. Segundo a Operação Afronta II, que investigou e apontou as irregularidades, 47 candidatos foram beneficiados por meio de escutas eletrônicas quando realizaram as provas. De acordo com a PF, algumas dessas pessoas já foram empossados nos cargos em que concorreram.

Em gabaritos dos suspeitos, que foram encaminhados à perícia, se constatou que 47 candidatos estavam envolvidos no crime. O sistema também apontou indícios de cópia de respostas entre candidatos, em outros 24 certames. Com o final das investigações, foram cumpridos, nesta segunda-feira (18), pela PF, dois mandados de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e dez de busca e apreensão determinados pela Justiça Federal em São Paulo, nas cidades de Campinas (SP) e Maceió. Os demais candidatos receberam intimações para prestarem esclarecimentos. A Fundação Carlos Chagas também recebeu uma intimação para fornecer informações sobre outros certames que os responsáveis pelas irregularidades haviam se inscrito.

Os candidatos serão indiciados pelo crime de fraudes em certames de interesse público, com pena que varia de um a quatro anos de reclusão, além do crime de associação criminosa, com pena de um a três anos de prisão.

Em outubro do ano passado, foi deflagrado a primeira etapa da operação, em Sorocaba (SP), referente a uma fraude no concurso público do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. No processo foram indiciados nove membros da organização criminosa. (Metro1)

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