terça-feira, 12 de setembro de 2017


Sobreviventes e famílias das vítimas do naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, que deixou 19 mortos e um desaparecido, aproveitaram a audiência para discutir a segurança na travessia marítima entre a ilha e Salvador e reclamar sobre omissão de socorro. O evento aconteceu nesta terça-feira, 12, na Assembleia Legislativa de Bahia (AL-BA). O servidor público Eduardo Aguadê, 64, disse que outras duas embarcações, que também faziam a travessia entre Salvador-Mar Grande, passaram pela Cavalo Marinho I e não ajudaram. "Eles se omitiram. Se tivessem jogado os botes no mar, aquela criança não tinha morrido. Muita gente tinha sido salva. Eles não salvaram, foram embora. Eles devem ser julgados por omissão de socorro", disse em referência a Davi Gabriel Menezes, de 6 meses, que chegou a ser socorrido e levado para Salvador, onde acabou morrendo. Outro sobrevivente, o taxista Elivaldo Oliveira, reforçou a versão apresentada por Eduardo. De acordo com ele, houve omissão de embarcações de outras empresas e também da envolvida no acidente. "Um marinheiro entrou em estado de choque. Tem que colocar pessoas capacitadas (para trabalhar nas lanchas). Eu é que coloquei um colete em uma mulher. Dei minha vida, pela dos outros, sendo que eu não sou treinado", disse. O pescador Juraci Kledson, que perdeu a mãe no acidente, também reclamou da ação da Capitania dos Portos, alegando que houve demora no resgate das vítimas. "Foram quase três horas (para chegada de socorro). Porque abandonaram minha mãe lá e ontem (segunda) o catamarã (que apresentou defeito após colidir com uma baleia) foi rebocado por duas lanchas rápidas. Será que é porque só tinha turista? Perdi minha mãe por conta da irresponsabilidade de vocês", desabafou em referência ao acidente envolvendo uma embarcação que fazia a travessia Morro de São Paulo-Salvador. Além dos sobreviventes, representantes da associação de moradores, dirigentes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transporte e Comunicações da Bahia (Agerba), Ministério Público Estadual, Capitania dos Portos participaram da audiência. (A Tarde)

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