sexta-feira, 15 de setembro de 2017




Na denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o chefe do Poder Executivo nacional é líder de uma organização criminosa, composta por membros do PMDB. Também são acusados o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os ex-ministros Henrique Alves e Geddel Vieira Lima, o ex-deputado Rodrigo Loures e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

De acordo com a denúncia de Janot, o grupo praticou ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Michel Temer é acusado de ter atuado como líder da organização criminosa desde maio de 2016. Ao todo, teriam sido movimentados pelo menos R$ 587 milhões de propina. O núcleo político da organização era composto também por integrantes do PP e do PT, que compunham subnúcleos políticos específicos, além de outros integrantes do chamado “PMDB do Senado”.

Janot também destaca que Temer se enquadra na imputação do crime de obstrução de justiça por causa de pagamentos indevidos para evitar que o doleiro Lúcio Funaro firmasse acordo de colaboração premiada. Neste sentido, Temer também é acusado de instigar o empresário Joesley Batista, um dos membros da JBS, a pagar, por meio de Ricardo Saud, executivo da empresa, vantagens a Roberta Funaro, irmã de Lúcio Funaro. (Metro1)

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