segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Um levantamento feito pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta segunda-feira (30), aponta que a cada duas horas uma mulher foi assassinada em 2016 no Brasil. Em números concretos, 4.657 mulheres foram mortas no país. Desse total, apenas 533 casos foram classificados como feminicídios, apesar da lei obrigar registro de mortes de mulheres em suas casas, com violência doméstica, como feminicídios. 

“Temos que ter uma rede ampla de atendimento para a mulher. Esse é um dos motivos para a subnotificação tão grande de feminicídios. O crime é o desfecho fatal de uma série de violências”, diz Olaya Hanashiro, consultora-sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Entre os estados com a maior taxa de mortes de mulheres no país, está o Mato Grosso do Sul: 102 mulheres foram assassinadas no estado no ano passado, um aumento que equivale a 22,9% se comparado ao ano anterior, de 2015. Pará configura como o segundo da lista, com taxa de 6,8 por 100 mil habitantes, seguido pelo Amapá.

Estupros

O número de estupros também apresentou alta de 3,5% no país e chegou a 49.497 ocorrências, com taxa de 24 por 100 mil habitantes. Mato Grosso do Sul também lidera o ranking de maior taxa de estupros: 54,4 por 100 mil habitantes, com 1.458 crimes. Em seguida, estão Amapá, com taxa de 49,2 estupros e Mato Grosso, com 48,8. (Metro 1)

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