quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Com os dois gols marcados na partida desta quarta-feira, 8, contra o Avaí, Edigar Junio chegou a sete nos últimos sete jogos. O nove representa o total de bolas na rede que ele, artilheiro isolado do Bahia no Brasileiro, tem na competição.Mas um número melhor que todos esses é aquele ‘mágico’, que quase sempre significa risco zero de rebaixamento: 45, pontuação que o Esquadrão alcançou com o triunfo por 2 a 1 sobre o Avaí, em Florianópolis. Apenas uma vez no Brasileirão com este formato uma equipe caiu com 45 pontos somados – o Coritiba, em 2009.

Mas esqueçam. O Tricolor, obviamente, não cai mais. Faltam ainda cinco jogos a disputar e há muito a sonhar. O sucesso no Sul levou o time à oitava colocação, o que, ao fim do campeonato – a depender dos resultados de Grêmio e Flamengo nas competições internacionais – pode render vaga na Pré-Libertadores de 2018.

O próximo desafio nessa nova luta, agora mais real do que nunca, é diante do Atlético-MG, às 17h (horário local), no domingo, 12. O jogo será na Fonte Nova, palco também da partida seguinte, contra o Santos. Mais um bom sinal, já que o Bahia está no Top 5 dos mandantes mais eficiente deste Brasileiro e venceu cinco das últimas sete partidas disputadas em casa.

Péssimo início

Toda essa positividade, entretanto, não veio à mente de nenhum tricolor no início da partida em Santa Catarina. Perdido no sistema de marcação pela esquerda, o Bahia sofreu demais com a falta de harmonia entre o lateral Juninho Capixaba e o zagueiro Thiago Martins – no lugar do lesionado Lucas Fonseca.

Aos dois minutos, Júnior Dutra foi lançado nas costas de Martins, mas chutou nas mãos de Jean. Aos quatro, em jogada parecida, Dutra tentou o passe, porém, Eduardo cortou. Um minuto depois, o atacante novamente ganhou de Thiago Martins e finalizou para outra defesa do goleiro tricolor.

A blitz terminou aí, mas o castigo viria mais tarde: aos 17 minutos, quando Marquinhos, maior goleador do estádio da Ressacada, cobrou falta sem muita força e Jean falhou ao deixar a bola passar. 

Mesmo atrás no marcador, o Bahia demorou a acordar. No entanto, foi cirúrgico. Em sua primeira chance de gol, balançou a rede com o letal Edigar Junio. Juninho cobrou falta e a bola bateu nas duas traves. No rebote, Renê Júnior tentou primeiro e acertou um defensor. Edigar teve melhor sorte.

Mais tranquilo com a igualdade no placar, o Esquadrão finalmente se acertou no segundo tempo. De novo com uma dupla de volantes – na partida anterior, Carpegiani havia arriscado uma linha ofensiva de meio-campo com quatro atletas – passou a criar mais. Aos quatro minutos, Edigar desviou de cabeça um cruzamento de Juninho. Douglas Friedrich espalmou. Aos 12, Mendoza recebeu belo passe de Thiago Martins e chutou para Douglas salvar.

Depois de se safar das oportunidades perdidas por Marquinhos e Maicon, o Bahia chegou à virada aos 33 minutos em um lindo lance. Mendoza tocou para Allione, que deu um drible desconcertante em Alemão antes de tocar para Edigar comprovar sua fase infalível.

Nos instantes decisivos, o Avaí ainda chegou duas vezes. Júnior Dutra testou com perigo aos 35 e, já nos acréscimos, João Paulo perdeu boa chance em cobrança da entrada da área. Apenas sustos. (A Tarde)

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