• Na CPI da JBS, advogado diz que provas usadas por Janot contra Temer foram adulteradas

    Repórter: AmargosaNews.com
    Publicado: quinta-feira, 30 de novembro de 2017
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    Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS, nesta quinta-feira (30), o advogado Rodrigo Tacla Duran disse que os documentos utilizados pelo então procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot, em denúncia contra o presidente Michel Temer, foram "adulterados" e, portanto, são falsos. Ao fazer essa acusação, Duran se referiu aos documentos do sistema de comunicação secreto do setor de propinas da Odebrecht, chamado de Drousys. O advogado disse aos parlamentares que contratou uma perícia que mostra que sistemas internos da Odebrecht foram adulterados antes de serem entregues ao Ministério Público Federal (MPF). Algumas das informações disponibilizadas no Drousys pela Odebrecht foram usadas por Janot para embasar a segunda denúncia contra o presidente da República, rejeitada recentemente na Câmara dos Deputados.— A perícia comprova que os extratos do Meinl Bank são falsos. Comprovam também que o sistema Drousys da Odebrecht foi manipulado e adulterado antes, durante e depois de ter sido bloqueado pelas autoridades da Suíça. Isso quer dizer que essas informações não se prestam como provas para incriminar quem quer que seja, muito menos deputados, senadores e o presidente. A prova é nula — disse. Duran foi convocado para depor à CPI porque é apontado como operador de propinas da Odebrecht. O advogado tem um pedido de prisão expedido pelo juiz federal Sergio Moro, mas se mantém em liberdade na Espanha, onde vive atualmente. Por conta do pedido feito pelo magistrado, Duran foi alvo de um pedido de extradição para o Brasil, o que foi negado por autoridades espanholas.

    — Eu não parto da premissa de que o procurador Janot estava mentindo. Eu parto da premissa de que ele obteve (as informações) no Drousys, mas isso prova que o sistema foi manipulado depois do bloqueio feito pela Suíça em março de 2016 — argumentou o advogado em videoconferência. Duran se recusou a entrar no acordo de delação que envolveu 77 executivos ligados à empreiteira. Ele é acusado de operar, ao lado de outros executivos da Odebrecht, propinas de dois contratos firmados pelos consórcios Pipe Rack e TUC — integrados pelas empresas Odebrecht e UTC — com a Petrobras, para a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). (Estadão)

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