Petrobras é acusada pelo Ibama de fraude ambiental




Relatórios técnicos do Ibama e da Polícia Federal acusam a Petrobras de fornecer dados falsos para a análise de contaminação de águas, o que representou fraude do real impacto ambiental provocado pela exploração marítima de petróleo, as chamadas operações “offshore”. A denúncia, contudo, ainda não foi apresentada.

De acordo com o jornal O Globo, que teve acesso ao parecer técnico 43/2017 do Ibama por meio da Lei de Acesso à Informação, a estatal informou valores menores referente à quantidade de óleos e graxas despejados no oceano por plataformas de exploração de petróleo.

“A totalidade dos resultados reais apresentou valores bem acima do limite máximo diário permitido, chegando o resultado real a ser 1.925% maior do que o resultado falso informado”, diz o relatório, datado de junho do ano passado.

Os dados foram coletados durante a operação Ouro Negro, deflagrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no início de 2017. A ação visava verificar irregularidades nas condições de trabalho. As informações são alvo de uma investigação que está em andamento no Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, focada nas irregularidades ambientais.

No parecer, o Ibama afirma que a grande quantidade do óleo que não é citada “nos valores sub-informados” pela Petrobras causou “inúmeros episódios de manchas de óleo no mar para ampla gama de plataformas que chegam a atingir dezenas de quilômetros”.

Uma imagem de satélite mostra que, somente a zona contaminada pela P-51, que atua na bacia de Campos, alcança 33,3 quilômetros. Pela lei brasileira, a área permitida é de até 500 metros a partir do ponto de descarte. (Metro1)