Condenado pela 5ª vez, Cabral pega mais 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro de joias




O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão, nesta sexta-feira (3), em regime inicialmente fechado, pela compra de joias para lavar dinheiro do crime. A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Essa é a quinta condenação de Cabral e as penas anteriores já somavam 87 anos de prisão, e agora, chegam a 100 anos detenção.

No mesmo processo, também foi condenada a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, a 10 anos e 8 meses, em regime semiaberto; o operador financeiro do grupo, Carlos Miranda, a 8 anos e 10 meses, em regime fechado; e o outro operador financeiro, Luiz Carlos Bezerra, a 4 anos, em regime aberto.

O juiz determinou ainda a devolução das joias, compradas à joalheria H.Stern, e o pagamento de multa no valor de R$ 4,527 milhões, repartidos entre os quatro condenados. De acordo com o processo, foram cinco joias adquiridas para Adriana Ancelmo sem a emissão de nota fiscal.

“Ao contrário do que sustentou o réu Sérgio Cabral em seu interrogatório, no sentido de que não se lava dinheiro comprando joias, fato é que se trata de modalidade clássica de lavagem de dinheiro, afinal joias são bens valiosos, pequenos e de fácil ocultação. Ressalto que não se está aqui a punir o uso do produto do crime ou o gastar o dinheiro do crime, diferente do que querem fazer crer as defesas, mas sim a compra dissimulada de objetos de luxo com recursos ilícitos, com o fim de ocultar sua origem criminosa”, disse Bretas na sentença. (Metro1)
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