Oito pessoas por dia entram na fila de espera por um órgão na Bahia




Em quatro meses, a estudante Cláudia Queiroz, 39 anos, teve sua vida completamente modificada - e não por vontade própria. A rotina de lecionar inglês e teatro e estudar língua estrangeira na Universidade Federal da Bahia (Ufba) teve que ser interrompida para, literalmente, ter a vida condicionada às máquinas. Em abril de 2017, ela descobriu que tem mau funcionamento nos rins e que precisa de um transplante. Em agosto, começou a fazer hemodiálise para tratar a doença, que é crônica.

Ela é uma das 1.613 pessoas na Bahia que esperam por um transplante. No estado, no ano passado, oito pessoas entraram na fila de espera por dia, em média. Com a descoberta, a rotina de Cláudia agora é outra. “Com essa doença, parei tudo. Tive que interromper a minha vida porque estou presa a uma máquina”, lamenta.

E o que para muitos são apenas números, para Cláudia é a chance de continuar sua vida. “O transplante é a minha oportunidade para ficar livre para viver. É uma luta constante, a gente corre por esse milagre. Eu levo o tratamento como uma coisa positiva, mas meu sonho é sair dele, porque é doloroso”, declara.

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