Estação espacial chinesa cai no Oceano Pacífico quase toda destruída

PEQUIM — A estação espacial chinesa Tiangong-1 caiu no Oceano Pacífico na manhã desta segunda-feira (horário local), informou a agência estatal de notícias Xinhua. A espaçonave voltou a entrar na atmosfera terrestre no Pacífico Sul quase toda destruída, segundo um comunicado da Agência de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO). O Tiangong-1, de 10,4 metros de comprimento, foi lançado em 2011 para realizar experimentos de ancoragem e órbita como parte do ambicioso programa espacial da China, que visa a colocar uma estação permanente em órbita em 2023.

Inicialmente, a previsão era que a queda aconteceria entre sábado e domingo, mas foi constatado que a estação espacial caía mais lentamente do que o previsto, o que atrasou sua queda até segunda-feira. O laboratório espacial abandonado pesa quase oito toneladas, mas não deve ter provocado danos em sua queda. A probabilidade de um humano ser atingido por um objeto espacial de mais de 200 gramas é de uma entre 700 milhões, de acordo com a CMSEO.

“As pessoas não têm que se preocupar. Estas espaçonaves não caem violentamente na Terra como nos filmes de ficção científica, mas se transformam em uma esplêndida (chuva de meteoros) e atravessam um céu coberto de estrelas em seu caminho para a Terra”, explicou a agência.

O Tiangong-1, ou “Palácio celeste 1”, foi utilizado para realizar experimentos médicos. O laboratório também era considerado uma etapa preliminar na construção de uma Estação Espacial Chinesa.

Segundo o tabloide chinês “Global Times”, a campanha mundial de mídia sobre a reentrada reflete a “inveja” estrangeira da indústria espacial chinesa. “É normal que as espaçonaves entrem novamente na atmosfera, mas a Tiangong-1 recebeu muita atenção, em parte porque alguns países ocidentais estão tentando estimular a indústria aeroespacial da China em rápido crescimento”.