Wagner não descarta candidato de fora do PT caso Lula fique inviável




O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, defendeu, nesta quarta-feira, 11, durante vigília promovida por movimentos sociais em Curitiba, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o único candidato do PT atualmente para a eleição presidencial. Wagner argumenta que não é o "hora para ficar construindo plano A, B e C", já que "qualquer discussão significa em concordar com a interdição da candidatura de Lula".

Apesar desse discurso, o petista reconhece que a condenação em 2ª instância e atual prisão do ex-presidente pode inviabilizar a candidatura de Lula. Caso isso se concretize, Wagner diz que o PT estará preparado para "escolher alguém dentro ou fora do partido".

Amigo do ex-presidente, o nome do ex-governador já chegou a ser cogitado como um possível substituto a Lula. Contudo, essa possibilidade foi afetada após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em fevereiro deste ano por suspeita de ter recebido R$ 82 milhões em propina. Wagner contesta as acusações.

Ameaça

Durante a vigília, o ex-governador comparou a prisão de Lula a Ditadura. De acordo com ele, há uma "ameaça a democracia" como ocorreu no período do Regime Militar. Contudo, o petista considera o movimento atual "mais complexo" e fala em hipocrisia e cinismo, já que ele argumenta que as ações são feitas por meio do judiciário, que, segundo ele, tem agido de foram política.

Ele ainda igualou o impeachment de Dilma Rousseff a prisão de Lula ao chamar as duas ações de golpe e pediu uma união dos movimentos sociais na luta contra essas "ameaças a democracia". (ATarde)
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