Greve dos caminhoneiros deixa 50% dos postos da Bahia sem combustível




Mais de 50% dos 2,8 mil postos de combustíveis da Bahia estão sem gasolina e etanol nesta quinta-feira, 24, em decorrência da greve nacional dos caminhoneiros. O cenário é descrito pelo presidente do Sindicato dos Combustíveis, Walter Tannus.

De acordo com ele, a situação crítica no interior começa a afetar também a capital baiana. "Desde segunda (quando os protestos começaram) que os postos não têm os pedidos de combustíveis atendidos. Recebeu pouco ontem (quarta) e hoje (quinta) quase nada. Com isso, em Salvador, a situação se agravou bastante", explicou ele, afirmando que entre 25% e 30% dos estabelecimentos da cidade estão sem gasolina e etanol.

Isso acontece porque os caminhões carregados com combustível são impedidos de passar nos bloqueios das rodovias, que acontecem em todo país, inclusive na Bahia pelo quarto dia consecutivo.

A bancária Ismenia Lima disse que se preocupa que ocorra o desabastecimento total. "É um risco com essa greve", pontuou. Apesar de causar transtornos, o motociclista Genivaldo Brito avalia que o movimento dos caminhoneiros é positivo: "O protesto é importante, espero que seja para resolver essa situação, porque o combustível está aumentando muito".

O presidente do Sindicombustíveis também apoia o movimento dos caminhoneiros. "O pleito é muito justo. A sociedade não aguenta mais carregar tantos tributos por nada", avalia ele, acrescendo que "agora está discutindo a carga tributária do diesel e o governo vai abrir mão para resolver esse impasse. Mas não se surpreenda que parte desse percentual seja repassada para gasolina".

O presidente Michel Temer está reunido com os ministros Eduardo Guardia (Fazenda), Moreira Franco (Minas e Energia), Valter Casemiro (Transportes, Portos e Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, para discutir a oscilação no preço do diesel.

A Petrobras também anunciou uma queda de 10% no custo do combustível nas refinarias por 15 dias. Contudo, a informação não agradou os caminhoneiros, que consideram que a redução está abaixo da expectativa. (ATarde)
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