Mais de 50% das trabalhadoras já foram vítimas de assédio sexual




Cansada de receber pelo WhatsApp mensagens pornográficas enviadas pelo gerente do restaurante em que trabalhava na Pituba, uma jovem aprendiz, de 16 anos, denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A investigação apontou que várias funcionárias sofriam silenciosamente esse mesmo abuso. Uma experiência que afeta, em diferentes níveis, 52% das trabalhadoras em todo o mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Esse número engloba também o "oi, gostosinha" na parada para o café, piadas de conotação sexual e os toques maliciosos. Atos que podem ser interpretados como crimes, mas que normalmente não geram queixas formais.

"No ano passado, recebemos 25 denúncias. Bem mais do que as oito registradas em 2016", assinala o procurador-chefe do MPT na Bahia, Luís Carneiro. As razões do crescimento não foram detectadas, mas este ano chegaram cinco casos até o momento.

No episódio do bar na Pituba, a empresa se comprometeu a evitar que o assédio voltasse a ocorrer e a pagar uma indenização de R$ 10 mil, que seriam revertidos na compra de computadores para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Como o bar fechou e o pagamento não foi efetuado, o MPT solicitou a penhora do automóvel de um dos sócios.

Mas se uma garota de 16 anos teve a iniciativa de denunciar o agressor, para muitas mulheres que já estão no mercado a denúncia é uma tarefa difícil. Ler mais: http://atarde.uol.com.br/empregos/noticias/1961687-mais-de-50-das-trabalhadoras-ja-foram-vitimas-de-assedio-sexual

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