Drogas e arma da PM são achadas em ação para encontrar assassinos de cabo



Investigadores da 11ª Delegacia (Tancredo Neves), em Salvador, apreenderam drogas e uma pistola calibre 380, pertencente à Polícia Militar, durante o atendimento a uma denúncia anônima que informava que traficantes oriundos do Nordeste de Amaralina, envolvidos na morte do Cabo PM Gonzaga, estariam escondidos na região da Engomadeira.

O delegado Thiago Pinto, titular da Delegacia de Tancredo Neves, informou que durante uma incursão na Rua São Tomé, final de linha da Engomadeira, a equipe de investigadores avistou um grupo com cerca de dez homens armados que iniciaram uma troca de tiros, ao perceber a aproximação dos policiais.

Na fuga, um deles deixou cair uma sacola contendo drogas, já embaladas para revenda, e a pistola com um carregador, contendo cinco munições. “Vamos continuar com as diligências na área da DT (Delegacia Territorial) para coibir o tráfico de drogas nos próximos dias”, garantiu o delegado.

O cabo da Polícia Militar Gustavo Gonzaga da Silva, 44 anos, foi assassinado na madrugada do dia 8 por traficantes no bairro da Santa Cruz, bairro que fica no Complexo do Nordeste de Amaralina.


A vítima estava voltando para casa depois do trabalho e dava carona para um amigo de infância, conhecido como Jai, quando foi abordado por três criminosos, identificados pela SSP como Choquito, Keka e Leno. O amigo escapou e não teria relação com o crime. Antes de ser executado, o PM foi torturado e depois teve o corpo mutilado.

A morte do policial teria sido o motivo de uma onda de assassinatos em Salvador, no final de semana seguinte à sua morte. Ao todo, 30 pessoas foram mortas na capital e Região Metropolitana. A maioria dos casos ocorreu na periferia, e os assassinos agiram encapuzados, a bordo de carros. (Correio)

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