Estresse no trabalho aumenta risco de morte prematura de homens




Ter um trabalho demandante sobre o qual se exerce pouco controle aumenta o risco de morte prematura de homens com doenças coronarianas, histórico de derrames ou diabetes. O alerta é de um amplo estudo observacional que acompanhou mais de 100 mil homens e mulheres com e sem estes problemas de saúde da Finlândia, França, Suécia e Reino Unido durante quase 14 anos, publicado nesta terça-feira no periódico científico “The Lancet Diabetes & Endocrinology”.


Segundo os pesquisadores, embora qualquer tipo de estresse relativo ao trabalho não tenha sido associado à morte prematura nas mulheres participantes do estudo, tanto as com quanto as sem estas chamadas doenças cardiometabólicas, entre os homens o cenário foi diferente, com os cálculos indicando um risco ligeiramente maior para os cardiopatas se o trabalho exigir muito esforço com pouca recompensa. Assim, eles recomendam a adoção de estratégias de gestão de estresse para todos, mas em especial para os homens nestas condições.



— O trabalho é uma fonte comum de estresse na idade adulta, deflagrando respostas naturais programadas em nossos corpos há muitas gerações — lembra Mika Kivimäki, professor e pesquisador da University College London (UCL), no Reino Unido, e um dos autores do estudo. — E isso pode resultar em reações físicas, com nossos achados provendo evidências de uma ligação entre dificuldades no trabalho e o risco de morte prematura de homens com doenças cardiometabólicas. Esses achados sugerem que só controlar a pressão sanguínea e os níveis de colesterol provavelmente não eliminará o excesso de risco associado ao estresse no trabalho para estes homens. Outras intervenções podem ser necessárias pelo menos para alguns pacientes, possivelmente incluindo a gestão do estresse como parte da reabilitação das doenças cardiovasculares, redesenho do emprego ou redução das horas de trabalho. Mas mais pesquisas são necessárias para identificar que intervenções específicas podem melhorar os resultados em termos de saúde destes homens com doenças coronarianas, derrame ou diabetes.

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