UFRB levanta R$ 65 mil em leilão de animais



Sem espaço e estrutura para abrigar todos os animas do rebanho, a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cruz das Almas, vendeu bovinos e pequenos ruminantes e arrecadou R$ 65 mil que serão utilizados para manter as atividades acadêmcias dos cursos de formação agropecuária da instituição.

O leilão foi na segunda-feira (18/6) e todos os animais ofertados foram arrematados. Os bovinos leiloados são das raças nelore e girolando, respectivamente, gado de corte e de leite. Ao todo foram comercializados 55 bovinos, 4 ovinos e 1 búfalo.

Os lotes foram disputados por produtores rurais da região, que consideram a compra dos animais do Centro de Ciências Agrárias uma boa forma de melhorar a genética do rebanho, além de economizar no processo de compra. Criador de animais em Cruz das Almas, o pecuarista João Batista Andrade sempre participa. “A universidade fica muito perto da minha fazenda, bem vizinha, então isso faz a diferença, eu elimino o frete. Geralmente quando compro gado em outras regiões chego a pagar até R$ 1 mil pelo transporte”, diz ele, também dono de um açougue na cidade.

De acordo com o coordenador do leilão, Elielson Lima Aquino, “o leilão superou a expectativa, assim como o número de pessoas inscritas e que deram lances”.

O rebanho é monitorado por um médico veterinário da universidade e tem vacinação comprovada. Uma equipe da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) acompanhou a negociação. A ADAB é o órgão responsável por emitir a Guia de Transporte Animal, documento que registra a transferência para o novo dono e permite o deslocamento do animal depois de efetivada a compra.

Para a universidade, que vive tempos de restrição no orçamento, o leilão é uma forma de diminuir a população de animais dentro da área de pastagem, reduzir os custos de manutenção do plantel e os gastos com alimentação e insumos, além de diminuir o risco do aparecimento de doenças.

Segundo o engenheiro agrônomo Erivaldo de Jesus da Silva, coordenador da Fazenda Experimental, “o objetivo é compatibilizar o número de animais aos recursos que a universidade oferece, tanto financeiros quanto de recursos humanos. Quanto maior o número de animais, maior é a necessidade de mão-de-obra. O espaço construído para receber os animais tem limite, e se ultrapassar o máximo permitido para o bem-estar animal nós temos que descartar os excedentes, desde que não haja prejuízo acadêmico para o ensino e a pesquisa. Se eu tenho uma área que só cabem 95 animais, eu não posso colocar 200”.

No setor de caprinos a universidade enfrenta também a falta de espaço e problemas burocráticos. A estrutura antiga para abrigar os animais é pequena, e a nova, que começou a ser construída em 2007, está com a obra parada. As empresas que venceram as últimas três licitações abandonaram a construção dos apriscos. Um levantamento está sendo realizado pela universidade para abrir um novo processo e concluir a obra. (Correio)
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