Jogo do Brasil teve pancadaria em estádio




O clima amistoso entre brasileiros e mexicanos deu lugar a cenas de pacandarias durante a partida entre as duas seleções. Brigas e tumultos foram registrados nas arquibancadas da Arena Samara. Nas ruas, no entanto, o clima foi de festa. Mesmo eliminados, os mexicanos marcaram presença na Fan Fest para acompanhar a partida entre Bélgica e Japão.

Haja perna
Os torcedores de Brasil e México sofreram para chegar a Arena Samara, palco do duelo de ontem entre as duas equipes. Com as ruas no entorno do estádio fechadas para o trânsito, o jeito foi caminhar cerca de 2 km até os portões de acesso a arena. Um espécie de BRT até fazia o transporte do torcedores em uma parte do caminho, mas não foi suficiente para a grande quantidade de pessoas que compareceram ao jogo.

Malha insuficiente
A pacata Samara se transformou nos dias que antecederam o duelo entre Brasil e México. O número de turistas na cidade foi tão grande que a quantidade de táxi e veículos por aplicativos não foram suficientes para dar conta da demanda. Quem precisou pedir um carro particular para ir ao estádio, ou durante a madrugada, precisou fazer um exercício de paciência até conseguir um meio de transporte.

Jogando por Samba!
Antes do início dos jogos do Mundial, o som do estádio sempre toca músicas escolhidas pelas seleções. Nos jogos do Brasil o samba é o tema favorito. Quatro canções foram eleitas pelos jogadores e comissão técnica como o hinos da equipe na Copa da Rússia. São elas: Coragem (Diogo Nogueira), Moleque Atrevido (Jorge Aragão), Clareou (Xande de Pilares) e Tem que provar que merece (Xande de Pilares). Todas as letras falam sobre lutar em busca de um objetivo. As canções embalando o time brasileiro viraram uma marca da Seleção desde 2002, com a música 'Deixa a vida me levar', de Zeca Pagodinho.

Mais um dia de demora
E a Seleção Brasileira segue a sua estratégia de demorar horas para sair do vestiário e passar pela zona mista, local em que os atletas são recebidos pela imprensa. Ontem, após o duelo contra o México, mais uma vez o clima foi de impaciência entre os jornalistas presente. O jogo foi finalizado às 20h (horário local de Samara), mas até às 22h ninguém da Seleção havia dado as caras. Difícil.

Respeito ao hino
Virou tradição entre a torcida brasileira desde a Copa de 2014 cantar o hino à capela após o fim do trecho executado pela Fifa antes de a bola rolar nos jogos do Mundial. Contra o México, ontem, os organizadores do duelo na Arena Samara quebraram o protocolo e só iniciaram o hino mexicano quando os torcedores do Brasil terminaram de cantar a plenos pulmões. A atitude impediu que o momento do México fosse desrespeitado. Bola dentro pra organização! (Correio)

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