Moro contrariou quatro vezes ordens de tribunais superiores




O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, já contraritou quatro vezes ordens de tribunais superiores, segundo levantamento do jornal Folha de São Paulo.

A última foi ao ignorar a ordem do juiz federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, Moro se recuou também a cancelar a ordem para que o ex-ministro José Dirceu fosse monitorado por tornozeleira eletrônica após a libertação pelo Supremo Tribunal Federal.

No fim de abril, um juiz do TRF da 1ª Região, Leão Aparecido Alves, mandou suspender o processo de extradição do empresário Raul Schmidt, que é naturalizado português, vive em Portugal e é tratado pela Lava Jato como foragido da Justiça. Moro se recusou a retirar o pedido de extradição com a fundamentação de que a vara em que atua é subordinada ao TRF da 4ª Região.

Foi, em maio de 2014, que Moro fez o movimento mais audacioso. O ministro do STF, Teori Zavascki, mandou suspender as investigações e soltar todos que tivessem sido presos pela operação.

Em vez de simplesmente cumprir a decisão, Moro soltou o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pediu esclarecimentos a Teori sobre os demais presos, com a alegaçaõ de que havia envolvidos com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O ministro do STF reviu a ordem após o questionamento e permitiu que a Lava Jato avançasse.
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