Vidas interrompidas: mortalidade infantil cresce pela primeira vez depois de 26 anos




Jade, filha de Luana, morreu com apenas 1 mês e 10 dias. A bebê de Angelina não teve nem um nome escolhido – os pais não tinham decidido se seria Laura ou Alice. Ela morreu ainda no hospital, no mesmo dia em que nasceu.

As meninas nasceram em cidades distantes pouco mais de 200 quilômetros: a primeira em Barro Preto, no Sul da Bahia; a outra em Ribeirão do Largo, no Centro-Sul. As duas vidas interrompidas tão cedo representam uma estatística indesejada: o aumento da taxa de mortalidade infantil na Bahia.

Pela primeira vez desde 1990, houve um aumento na taxa de mortalidade infantil – mortes de crianças com até 1 ano de idade – na Bahia, assim como no Brasil. Os índices vinham diminuindo ano após ano até chegar a 16,4 óbitos para cada mil nascidos vivos em 2015. No ano seguinte,veio o aumento: 18. O IBGE, que registra óbitos, não aponta para alta. O instituto, porém, chama a atenção para a subnotificação de óbitos.

A Bahia tem uma das situações mais críticas, junto com Amapá, Amazonas, Pará, Piauí e Roraima. No resto do Brasil, o número passou para 14 - 4,8% em relação a 2015.

Individualmente, a situação dos municípios pode ser pior. Um levantamento feito pelo CORREIO usando o Datasus - o banco de dados do Sistema Único de Saúde - mostrou que pelo menos 169 cidades têm índices maiores que o do estado. As dez piores têm taxa superior a 44 mortes para cada mil nascidos vivos.

Os três primeiros lugares chegam a quase 60: Ribeirão do Largo (59,2), Feira da Mata (58,82) e Ponto Novo (56,91). Rio do Pires, Iramaia, Itiruçu e São José da Vitória têm taxa maior do que 50 a cada mil. (Correio)
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