Mais de 350 jornais dos EUA se unem em defesa da liberdade de imprensa e atacam Trump




Mais de 350 jornais dos Estados Unidos se uniram em defesa da liberdade de imprensa e publicaram editoriais contra as declarações direcionadas ao presidente Donald Trump. O chefe de Estado americano afirmou que a imprensa estava recheada de "fake news", o que aumentaria o papel dela de ser "inimiga do povo".

O estopim para o movimento #EnemyOfNone (Inimigos de ninguém, em tradução livre), foi quando o repórter Jim Acosta, da CNN, abandonou a entrevista coletiva após Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, não responder sobre questões relacionadas à afirmação de Trump. Participaram do movimento jornais como o The New York Times, Dallas Morning News, o The Denver Post, o The Philadelphia Inquirer e o Chicago Sun-Times.

"Hoje nos EUA temos um presidente que criou um mantra dizendo que membros da mídia que não apoiam abertamente as políticas do governo atual são ‘inimigos do povo'", afirma o editorial do The Boston Globe. "Essa é uma das muitas mentiras que têm sido proclamadas por esse presidente", acrescenta o jornal no texto, intitulado "Jornalistas não são o inimigo".

Um dos alvos mais frequentes de Trump, o "The New York Times" publicou um editorial de sete parágrafos com o título "Uma imprensa livre precisa de você", todo em letras maiúsculas. O jornal afirma ser correto criticar a imprensa quando o objetivo é apontar algum erro.


"Mas insistir que verdades de que você não gosta são 'fake news' é perigoso para a força vital da democracia. Chamar jornalistas de 'inimigos do povo' é perigoso, e ponto final", diz o editorial do "The New York Times".

*Metro1.

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